Paulo Cezar Caju pede apoio aos ídolos do passado: 'Além do dinheiro. É carência e abandono'

MatériaMais Notícias

da cassino: O ex-jogador e colunista na “Revista Placar” Paulo Cézar Caju desabafou sobre o tratamento de ex-esportistas do século passado. No texto “Patrimônio nacional e imorrível”, ele lembra que muitos ídolos da antiga sofrem com vícios e o que ele classificou como uma carência do mundo do futebol.

Nas redes sociais, o jornalista Gilmar Ferreira classificou as palavras de Caju como “o abandono dos velhos craques”. Em postagem feita na madrugada desta quarta-feira, ele exibiu um vídeo onde o ex-lateral Marco Antônio, que passou por Botafogo, Vasco e Fluminense, parece sofrer com os vícios pós-fim de carreira. A cena fez Caju lembrar dos tempos que ele sofria com as drogas.

– O certo seria se internar e falei com o meu irmão, Fred, para ver que tipo de ajuda a AGAP (Associação de Garantia ao Atleta Profissional) poderia oferecer (ao Marco Antônio). Deve receber uma pensão da CBF, mas o problema de muitos jogadores, principalmente os de minha época, vai muito além do dinheiro. É carência, abandono, apoio psicológico – escreveu sobre o companheiro da Copa do Mundo de 1970, no México.

Aos 70 anos, Caju ainda lembrou em sua coluna que a relação dos jogadores do passado com o futebol e a torcida era “colossal, profunda e, acima de tudo, verdadeira”. Para o ex-atleta, é importante que estes ídolo não se percam no tempo junto de suas histórias, mas que sejam assistidos e acolhidos pelo mundo da bola.

– Pelé está só. Tostão, recluso. Gerson, Riva, eu e, acho que todo grupo da velha guarda, nunca assimilou a pendurada de chuteiras. O futebol era nossa vida, nosso amor, nossa entrega. Sem apoio psicológico ou oferta de empregos acabamos nos deprimindo. Não é fácil ficar longe do futebol – apontou ele.

Nas redes, muitos torcedores comentaram sobre o vídeo de Marco Antônio (assista abaixo) e lamentaram possíveis dificuldades financeiras do ex-atleta. Além disso, Gilmar Ferreira comentou que ele recebe pensão exclusiva à campeões mundiais por ser um dos jogadores no elenco de 1970.

RelacionadasFora de CampoCom pausa no futebol, Sport inova em estratégias de comunicação e vira inspiração nas redes sociaisFora de Campo01/04/2020Fora de CampoSeguidora cobra, e Ney brinca: ‘Acha que Copa do Mundo dá em árvore?’Fora de Campo01/04/2020Fora de CampoCriador do #Futirão lamenta saída de Prior, mas se orgulha: ‘Nunca tinha visto união tão grande’Fora de Campo01/04/2020

You may also like...